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https://repositorio.ifba.edu.br/jspui/handle/123456789/1297| metadata.dc.type: | Trabalho de Conclusão de Curso |
| Título: | Passiflora cincinnata Mast. : uma revisão sobre os aspectos do fruto de interesse para a indústria de alimentos |
| metadata.dc.creator: | Carvalho, Letícia Santiago |
| metadata.dc.contributor.advisor1: | Mamede, Alexandra Mara Goulart Nunes |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Almeida, Rafael Fernandes |
| metadata.dc.description.resumo: | O fruto da Passiflora cincinnata Mast. permanece subutilizado comercialmente. Apesar de sua ampla distribuição geográfica, especialmente na Caatinga e no Cerrado, a espécie permanece pouco explorada, sendo consumida majoritariamente in natura. A escassez de informações consolidadas sobre a P. cincinnata na literatura científica, aliada à confusão gerada pela atribuição dos mesmos nomes populares a diferentes espécies do gênero Passiflora, dificulta sua caracterização adequada e limita seu aproveitamento industrial. Diante desse cenário, esta revisão buscou reunir e analisar criticamente os dados disponíveis sobre as características físico-químicas, nutricionais e bioativas dos frutos da P. cincinnata, além de suas possíveis aplicações na indústria de alimentos. Para isso, realizou-se um levantamento bibliográfico abrangente utilizando as bases de dados Scopus e Google Scholar. A polpa é altamente ácida (pH < 3,0), com sólidos solúveis moderados (>11 °Brix) e baixos teores de minerais e açúcares redutores (<2%). Em contrapartida, apresenta altos níveis de ácido cítrico (6,85 g/100g) e ácido ascórbico (13–23 mg/100g), além de um perfil fitoquímico rico em fenólicos, como flavonoides e ácidos fenólicos, que variam conforme a origem e maturação do fruto. Esses compostos bioativos conferem propriedades antioxidantes ligadas à prevenção de doenças crônicas. A polpa é tradicionalmente usada em sucos, doces e sobremesas, mas também vem sendo explorada em bebidas fermentadas e cervejas artesanais, além de polpas congeladas para comercialização fora da safra. A casca, de coloração verde-clara com listras verde-escuras, é rica em carboidratos, fibras, pectina e compostos bioativos, como vitamina C (28,07 mg/100g) e fenólicos (19,94 mg EAG/100g). Possui elevada capacidade antioxidante (87,07% de inibição do DPPH), ação hipolipidêmica, antimicrobiana, anti-inflamatória e antienvelhecimento, atribuídas à presença de flavonoides como orientina e vitexina. As sementes destacam-se pelo valor nutricional, sendo mais estudadas que a casca. In natura, têm alto teor de umidade (63,09%) e baixos níveis de lipídios (6,66%) e açúcares (1 g/100g), mas, quando desidratadas, concentram carboidratos (até 76,66%), lipídios (até 24%) e proteínas (até 9,3%). O óleo das sementes é rico em ácido linoleico (~75%) e apresenta elevada atividade antioxidante (77,52%), além de vitamina C (7,28 mg/100g) e fenólicos (17,12 mg EAG/100g). Estudos também revelam efeitos antibacterianos, antiparasitários e sinergia com antibióticos, apontando aplicações farmacêuticas, cosméticas e alimentícias. Apesar do potencial industrial da espécie, faltam dados sobre a composição centesimal de carboidratos, fibras e lipídios, além de estudos mais detalhados sobre os fitoquímicos dos coprodutos do maracujá (casca e sementes). Também é necessário investigar o impacto de pré-tratamentos sobre a composição da polpa. Assim, novos estudos são fundamentais para ampliar o aproveitamento industrial da P. cincinnata. |
| Resumo: | The fruit of Passiflora cincinnata Mast. remains commercially underutilized. Despite its wide geographical distribution, especially in the Caatinga and Cerrado, the species remains underexplored, being mostly consumed fresh. The scarcity of consolidated information about P. cincinnata in the scientific literature, combined with the confusion generated by the attribution of the same common names to different species of the genus Passiflora, hinders its proper characterization and limits its industrial use. Given this scenario, this review aimed to gather and critically analyze the available data on the physicochemical, nutritional, and bioactive characteristics of P. cincinnata fruits, as well as their possible applications in the food industry. To this end, a comprehensive literature review was conducted using the Scopus and Google Scholar databases. The pulp is highly acidic (pH < 3.0), with moderate soluble solids (>11 °Brix) and low levels of minerals and reducing sugars (<2%). On the other hand, it presents high levels of citric acid (6.85 g/100g) and ascorbic acid (13–23 mg/100g), in addition to a phytochemical profile rich in phenolics, such as flavonoids and phenolic acids, which vary according to the origin and ripeness of the fruit. These bioactive compounds confer antioxidant properties linked to the prevention of chronic diseases. The pulp is traditionally used in juices, sweets, and desserts, but it is also being explored in fermented beverages and craft beers, as well as frozen pulps for off-season commercialization. The peel, with a light green color and dark green stripes, is rich in carbohydrates, fibers, pectin, and bioactive compounds, such as vitamin C (28.07 mg/100g) and phenolics (19.94 mg GAE/100g). It has a high antioxidant capacity (87.07% DPPH inhibition), hypolipidemic, antimicrobial, anti-inflammatory, and anti-aging actions, attributed to the presence of flavonoids such as orientin and vitexin. The seeds stand out for their nutritional value, being more studied than the husk. In their natural state, they have a high moisture content (63.09%) and low levels of lipids (6.66%) and sugars (1 g/100g), but when dehydrated, they concentrate carbohydrates (up to 76.66%), lipids (up to 24%), and proteins (up to 9.3%). The seed oil is rich in linoleic acid (~75%) and exhibits high antioxidant activity (77.52%), in addition to vitamin C (7.28 mg/100g) and phenolics (17.12 mg GAE/100g). Studies also reveal antibacterial and antiparasitic effects, as well as synergy with antibiotics, indicating pharmaceutical, cosmetic, and food applications. Despite the industrial potential of the species, there is a lack of data on the centesimal composition of carbohydrates, fibers, and lipids, as well as more detailed studies on the phytochemicals of passion fruit by-products (peel and seeds). It is also necessary to investigate the impact of pre-treatments on the pulp composition. Thus, new studies are essential to expand the industrial utilization of P. cincinnata. |
| Palavras-chave: | Maracujá-do-mato (fruto) Aproveitamento industrial Características físico-químicas Compostos bioativos Maracujá - Coprodutos |
| metadata.dc.subject.cnpq: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOS |
| metadata.dc.language: | por |
| metadata.dc.publisher.country: | Brasil |
| Editor: | Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia |
| metadata.dc.publisher.initials: | IFBA |
| metadata.dc.publisher.department: | Departamento de Ensino Superior/Bacharelado |
| metadata.dc.rights: | Acesso Aberto Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 United States |
| metadata.dc.rights.uri: | http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/us/ |
| URI: | https://repositorio.ifba.edu.br/jspui/handle/123456789/1297 |
| Data do documento: | 9-Abr-2025 |
| Aparece nas coleções: | Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs) - Barreiras |
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